Traçar um caminho de inovação no pós-pandemia

A pandemia COVID-19 criou elevados níveis de incerteza, com impactos negativos na atividade económica, e colocou em xeque a maioria dos modelos de negócio. Mas, não há espaço para a incerteza no valor de uma parceria estratégica de longo prazo com uma empresa de engenharia e I&D. 

Não há volta a dar. Apesar do notável ajustamento da maior parte das organizações e empresas ao novo normal, as consequências diretas de um ano recheado de más notícias, vagas pandémicas e confinamentos, deixaram marcas profundas na economia mundial. Contudo, há também uma verdade incontestável: esta realidade absolutamente dinâmica e excecional obrigou o mercado a estar preparado para o que vem a seguir. Na Capgemini Engineering, líder mundial em serviços de engenharia e I&D, uma parte da história já está escrita. O seu forte crescimento e constante inovação tecnológica, neste mercado global cada vez mais competitivo, sempre foram sustentados por uma estratégia de negócio bem definida e pelo talento e competências tecnológicas dos seus quadros altamente especializados. A incerteza não faz parte da sua história.

Muito pelo contrário. Hoje, na Capgemini Engineering, as páginas em branco estão a ser preenchidas por uma aposta cada vez mais sustentada no compromisso e inovação. De acordo com o “2021: Business Priorities Report”, um estudo colaborativo entre a Capgemini Engineering e a APDC que inquiriu +250 líderes organizacionais em Portugal sobre as suas prioridades para 2021, a aposta na inovação surge como a meta principal a atingir durante este ano (ver figura 1.). Ao mesmo tempo, estar presente, desenvolver competências digitais e escalar negócios ou operações, são outros fatores críticos para o sucesso. Basicamente, todo este contexto adverso tornou-se ainda um espaço de oportunidade para as maiores empresas nacionais.

Figura 1. As seis principais prioridades para os líderes organizacionais

  1. A inovação será a principal prioridade de 2021, mais importante que o aumento de lucros ou a optimização de custos.
  2. Qualidade, capacidade de resposta e eficiência são os aspetos que os líderes organizacionais vão valorizar no momento de escolha de um parceiro tecnológico.
  3. Escalar rapidamente é 1.6 vezes mais crítico do que a qualidade de um produto ou serviço.
  4. As prioridades principais para um parceiro são a estratégia e as relações.
  5. CEOs e os líderes financeiros estão alinhados com as prioridades de um parceiro tecnológico.
  6. A redução de custos implica o apoio de parceiros eficientes e flexíveis.

Fonte: Relatório “2021 Business Priorities” da Capgemini Engineering.

No entanto, esta constatação, por si só, não torna mais fácil a entrega de soluções inovadoras. 2020 foi o ano que mudou as nossas vidas. Hoje, a questão é: Como é que as organizações, nos mais diversos setores de atividade, podem implementar as suas novas prioridades na incerteza do que o futuro lhes reserva?

Inúmeras organizações reagiram rapidamente e ajustaram os seus modelos de negócio a esta nova realidade e, mesmo perante as limitações impostas pela pandemia, apostaram em estratégias assentes na digitalização, comércio eletrónico, segurança e na transformação ágil e automatizada dos processos. Em suma, no desenvolvimento de competências em que gostariam de ter investido antes. Isso mostrou-se uma escolha acertada.

Mesmo assim, os sucessos de hoje não os devem fazer perder de vista aquilo que se aprendeu no passado. Para que os resultados, assentes na agilidade e na inovação, possam perdurar há que resistir à tentação fácil de enveredar por uma reatividade excessiva e desestruturada. Em vez disso, o foco deve estar em assegurar o crescimento a longo prazo, sustentado em agilidade e inovação, tal como num plano estratégico bem definido. 

Para a Capgemini Engineering, o contínuo fortalecimento do seu vasto e profundo expertise técnico, que a conduziu à liderança mundial em serviços de engenharia e I&D, não é uma mera carta de intenções. É um projeto inegociável. Durante a pandemia COVID-19, a Capgemini Engineering canalizou todos os seus esforços na criação de um futuro melhor para os seus colaboradores, promovendo um ambiente de trabalho cada vez mais seguro e protegido. O afastamento físico foi transformado em flexibilidade, com a possibilidade do trabalho remoto, e esta última, convertida num benefício direto para a organização e para os seus clientes. Em resultado, os níveis de produtividade aumentaram e os colaboradores continuaram a garantir o cumprimento rigoroso dos prazos. Mas, a mudança não parou aqui. 

O novo normal permitiu à Capgemini Engineering desenvolver as competências dos seus colaboradores e apoiar remotamente a sua saúde mental e bem-estar, com a realização de algumas iniciativas internas, como webinars. Destacam-se o de “Regresso às Aulas”, focado em apoiar os pais e cuidadores de crianças e jovens a lidar com os desafios de um regresso às aulas em tempo de pandemia, e o de “Saúde Psicológica”, com os propósitos de desmistificar as ideias pré-concebidas sobre o tema e partilhar estratégias de melhoria da saúde psicológica e emocional. Mais voltada para o bem-estar físico da organização, destaca-se a maratona virtual – “Virtual Marathon”, com desafios de corrida semanais, divulgados através de uma App exclusiva, powered by Capgemini Engineering, com o objetivo de promover um estilo de vida saudável e um equilíbrio entre casa-trabalho. Outros exemplos incluem aulas de yoga e programas culturais.

As organizações têm o poder de definir o seu futuro. Mas, há escolhas simples que as podem ajudar a enfrentar momentos de incerteza. Hoje, o desenvolvimento de projetos de elevado valor acrescentado com uma empresa de serviços de engenharia e I&D não deve ser encarado como um custo, mas sim como uma parceria estratégica de longo prazo que, antecipando o futuro, faz a diferença no presente. 


Autor:

                                                         

Pedro Morgado
Engineer na Capgemini Engineering Portugal

Pedro Morgado é um entusiasta por tecnologia e inovação que, desde 2019, desempenha funções como Consultor/Engenheiro no Global Engineering Center da Capgemini no Fundão. É licenciado em Comunicação Social e pós-graduado em Comunicação e Marketing, pelo Instituto Politécnico de Viseu. Começou a sua carreira como jornalista e editor de publicações impressas e online. Em 2016, um dos seus textos foi distinguido com uma menção honrosa no Prémio Adriano Lucas de Jornalismo.


Referências: 

2021 Business Priorities,” Capgemini Engineering e APDC